top of page
  • Foto do escritorDanilo Ibanez Spaziani

Conheça a exigência do Senatran para fabricantes de semirreboque


Caminhão representando um semirreboque

A legislação de trânsito é rigorosa no que se refere ao processo de homologação automotiva, e nem poderia ser diferente. Afinal, a frota existente no Brasil ultrapassa os 115 milhões de veículos, indicando a abundância de modelos que se fazem presentes em nossas estradas e que representam um risco quando são desenvolvidos de forma negligente.


Levando-se em conta que o modal rodoviário representa a alternativa logística mais utilizada no país, tornou-se natural avistarmos veículos com características variadas, os quais atuam para finalidades distintas e atendem a inúmeros setores da economia. Diante dessa realidade, os semirreboques despontaram como um modelo altamente funcional, e ao longo das últimas décadas, têm se difundido pelas nossas estradas. 


Durante a rotina que envolve o transporte rodoviário, é inegável que os caminhões são os veículos mais proeminentes. No entanto, muitos deles contam com o suporte dos semirreboques, que dependem de uma tração externa e desempenham um papel determinante no armazenamento de produtos. 


Embora muitas pessoas relatem dúvidas sobre as diferenças entre reboques e semirreboques, ambos são categorizados como implementos rodoviários, mas oferecem soluções a públicos distintos, refletindo as características que apresentam. Tal como o reboque, porém, o semirreboque está subordinado a uma legislação, que rege as demandas da sua homologação, e determina a emissão de alguns documentos.


Um dos órgãos reguladores que atuam com esse fim é o Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), exigindo a emissão do CAT Veicular por parte do fabricante de semirreboque. O documento em questão constitui uma das etapas homologatórias, e não pode ser negligenciado, sob o risco de o modelo não assegurar seu registro.


O que é o CAT Veicular?


O CAT (Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito) é um instrumento imprescindível durante o processo de fabricação de um veículo, representando a garantia de que ele apresenta as condições apropriadas para circular. E muitos registram dúvidas a respeito dessa burocracia, sobretudo quando emiti-la.


A homologação veicular para um fabricante de semirreboque inicia-se a partir da obtenção do CCT (Certificado de Capacitação Técnico Operacional), responsável por atestar a aptidão da sua empresa para atuar neste segmento e que é solicitado pelo Inmetro. Para veículos automotores, o Ibama solicita o LCVM (Licença para Uso da Configuração de Veículo ou Motor), o que é desnecessário para semirreboques – já que o modelo não possui motor.


Conforme a primeira etapa é superada, as atenções devem ser finalmente concentradas na obtenção do CAT, que tem por objetivo inspecionar itens de identificação, de segurança passiva e segurança ativa. Assim, haverá a constatação de que o veículo foi desenvolvido com qualidade e segurança, o que inibe acidentes e proporciona satisfação aos consumidores. 


Sua emissão resulta na disponibilização do código de marca/modelo/versão do Registro Nacional de Veículos Automotores (RENAVAM), permitindo que o semirreboque seja registrado, licenciado e emplacado. Tendo em vista que a homologação veicular pode levar até 7 meses, é de suma importância que, o quanto antes, você dê prioridade a essa burocracia. 


Quais as características de um semirreboque?


Conhecidos também como “atrelados”, os semirreboques são um item indispensável na economia brasileira, ao passo que todos os segmentos dependem de etapas logísticas para atenderem seus públicos-alvo. Mas enganam-se aqueles que tratam o semirreboque como um veículo de características únicas: há uma variedade de modelos, que dispõem de particularidades para suprirem diversas demandas. 


Enquanto o semirreboque aberto é designado para o transporte de produtos que não precisam de proteção e registram a maior procura do mercado, os semirreboques basculantes possuem enfoque ao transporte de cargas a granel. Já o semirreboque cegonha distingue-se pelo transporte de outros veículos, comportando mais de 15 unidades e atendendo especialmente as concessionárias.


O semirreboque fechado, por sua vez, foi idealizado para transportar produtos cuja exposição a fatores climáticos é nociva, ao passo que os semirreboques frigoríficos apresentam regulação de temperatura em uma estrutura similar a um container, beneficiando a estocagem e locomoção adequada de carnes. Por fim, o semirreboque tanque é incumbido do transporte de líquidos a granel, e o semirreboque zorra destina-se a transportar estruturas e veículos mais robustos. 


Contando com o respaldo de um caminhão trator, é possível desfrutar de todos os atributos que um semirreboque contém, e caso preocupe-se com impostos, destacamos que o veículo é isento de IPVA. Segundo o IBGE, há cerca de 1 milhão de semirreboques espalhados pelo nosso território, os quais inclusive transportam mercadorias para outros países. 


O semirreboque é muito diferente do reboque?


Assim como os semirreboques, os reboques são extremamente populares, sendo avistados especialmente em áreas rurais. Embora muitos se confundam em relação aos veículos, é válido destacar que há diferenças fundamentais entre eles, que abrangem desde o aspecto econômico ao aspecto funcional.


O reboque é um implemento rodoviário independente que, mesmo desprovido de engate, consegue equilibrar-se. Em suma, comportam cargas menores, e não atendem setores econômicos de ampla influência, dependendo do engate atrás de um veículo automotor para obter funcionalidade durante trajetos.


Diferentemente do semirreboque, os reboques – também conhecidos como carretinhas – são removidos com facilidade de outro veículo, enquanto os semirreboques passam por um desacoplamento antes de serem retirados do engate. Em relação ao investimento necessário para adquiri-los, é possível comprar um reboque desembolsando um montante a partir de R$ 5.000, ao passo que os semirreboques dificilmente são encontrados por um preço inferior a R$50.000. 


A Resolução 14/98 do CONTRAN determina equipamentos obrigatórios que um semirreboque deve conter, para que, assim, seja conduzido com responsabilidade e prudência. Anote abaixo os itens que você não pode abrir mão:

  • Freios de estacionamento e de serviço, com comandos independentes, para veículos com capacidade acima de 750 Kg e produzidos a partir de 1997

  • Iluminação da placa traseira

  • Lanternas de freios de cor vermelha

  • Lanternas delimitadoras e lanternas laterais, conforme seu tamanho

  • Lanternas de posição traseiras na cor vermelha

  • Lanternas indicadoras de direção traseiras na cor âmbar ou vermelha

  • Para-choque traseiro

  • Pneus que apresentem a segurança adequada

  • Protetores de rodas traseira


Qual empresa pode me auxiliar na emissão do CAT para semirreboques?


A VIP Engenharia se comprometerá a auxiliá-lo na emissão de todos os documentos exigidos pelos órgãos reguladores, conduzindo uma homologação veicular ágil, humanizada e focada na necessidade do cliente. Deste modo, asseguramos que, caso atue no ramo de fabricação de semirreboques, corresponderemos a todas suas expectativas.


Dispomos de uma ampla experiência neste mercado, e proporcionamos experiências positivas a clientes de todo o país. Portanto, certifique-se de optar pela excelência, que, assim, poderá superar todas as etapas burocráticas o mais rápido possível.


Clique aqui para solicitar contato com nossos especialistas, que prontamente te

ajudarão!


81 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page